Lidero times de design.
E continuo desenhando.
Faço produto digital há mais de 20 anos. Hoje lidero times de design sem largar o trabalho: da conversa com produto e engenharia até o detalhe da tela. E acompanho o número depois que a coisa vai para o ar.
- ClickBus
- Dafiti
- Banco Carrefour
- Santander
- EXA
- Wunderman
Antes dos cases, um resumo do jeito que eu contaria numa conversa.
Comecei como diretor de arte em agência, fazendo campanha e interface para marcas como Nike, Dell e Santander. Foi ali que aprendi a cuidar do detalhe e a defender trabalho na frente de cliente. Por volta de 2016 fui para produto digital e não saí mais.
Na Ben, uma startup do Santander, aprendi que o problema quase nunca está onde parece. A nota do app caiu de 4.5 para 4.2 em duas semanas e todo mundo procurava um bug. Não tinha bug: a descrição na loja atraía gente que nem era cliente. Reescrevemos a descrição e a nota voltou em duas semanas.
No Banco Carrefour trabalhei no super app, num time de oito designers, para um público com pouca intimidade com banco digital. Ali o tamanho de um número no extrato era uma decisão sobre confiança.
Na Dafiti entrei pelo DesignOps e virei gestor do time de UX no Brasil, no Chile e na Colômbia. Antes de desenhar qualquer componente, organizei como o time trabalhava: rituais, critique toda semana, níveis de carreira claros. Daí saiu o Closet, o design system que juntou 847 variações de tela em 52 padrões.
Na ClickBus fui gerente sênior de design, com oito squads ao mesmo tempo. Montamos o primeiro design system da empresa, para web e app, e redesenhamos o card de resultados da busca. A primeira versão perdeu no teste A/B. Em vez de voltar atrás, entendemos o porquê, corrigimos, e a segunda versão aumentou a conversão em 11,5%.
Desde março construo o RA/AP, um catálogo para colecionadores de miniaturas, como eu. Fiz tudo com Claude Code, do design ao código, e hoje ele está no ar em três idiomas. Foi o jeito que encontrei de entender na prática como a IA muda o trabalho de um time: ela acelera tudo, inclusive o erro, então dar direção continua sendo o trabalho.
Como eu trabalho
Em todo projeto, quatro coisas se repetem:
-
Descoberta
Começo pelo problema real, que quase nunca é o que foi pedido.
73% das avaliações negativas da Ben eram sobre algo que não existia no app -
Definição
Defino o que conta como sucesso antes de abrir o Figma.
847 variações de UI da Dafiti viraram 52 padrões, com escopo decidido antes de desenhar -
Execução
Protótipo rápido, teste cedo e engenharia junto desde o início.
100% dos componentes do design system da ClickBus em WCAG 2.1 AA, com código para React e Flutter -
Impacto
Só vira padrão o que prova resultado depois do lançamento.
+11,5% de conversão na ClickBus: a V1 perdeu no teste A/B, a V2 venceu e foi para a base inteira
Lidero para o time decidir melhor sem depender de mim.
Gestão de pessoas é metade do trabalho. Já conduzi ciclos de avaliação, promovi gente do time e também precisei desligar. O que eu aprendi com isso:
3 sem → <1 para um designer novo ficar produtivo · Dafiti-
Estrutura antes de contratar
Rituais, critérios de qualidade e níveis de carreira claros vêm antes de crescer o time. Quem chega já sabe como o time funciona.
-
Avaliação sem surpresa
O trabalho de verdade acontece nos 1:1s semanais, com feedback perto do momento. Se alguém ouve algo novo na avaliação formal, eu falhei antes.
-
Promoção por evidência
Promovo quem já trabalha no nível seguinte, de forma consistente, não por tempo de casa. Meu papel é perceber cedo e criar a oportunidade.
-
Conversa difícil, cedo
Quando algo não vai bem, falo cedo, com exemplos concretos e um plano claro. Adiar só piora, para a pessoa e para o time.
Também escrevo Ver todos no Medium →
P.S. A trajetória completa, com datas:
Seu time precisa
de design sênior?
Hoje estou procurando o próximo time, em liderança de design ou como designer sênior, remoto ou híbrido em São Paulo. Se fizer sentido para você, vamos conversar.